domingo, 3 de julho de 2011

O SALÃO DE SNOOKER DE ZÉ DO SOL


Anúncio do Salão de "Snooker" de Zé do Sol.
Revista A Novidade nr. 14 - 1939.




Rua João Pessoa 1º trecho.
O Salão de Snooker de Zé do Sol situava-se entre a Casa Yankee e o Edifício Mayara (à esquerda da foto).
Foto Casa Amador.
MELINS, Murillo. Aracaju romântica que vi e vivi. Aracaju:Unit, 2007. 3.ed.




No primeiro trecho da Rua João Pessoa, mais precisamente no nr. 95, funcionou o Salão de Snooker de Zé do Sol (Conhecido também como Bilhar de Zé do Sol). O Salão estava localizado vizinho ao Café Central, que posteriormente foi demolido dando lugar ao moderno prédio de 04 andares. Era o prédio de João Hora, onde no térreo ele inaugurou a bela loja "A Moda" - Edifício Mayara.

A respeito do Snooker de Zé do Sol, Ariosvaldo Figueiredo comenta:

"Já garotão, desenvolvido, taludo, sou atraído pelo bilhar, antes, depois, pelo "snooker". A maior e a melhor casa é a de José do Sol, à Rua João Pessoa, quase ao lado do atual Edifício João Hora, bilhar e "snooker" à vontade, as mesas sempre ocupadas. A maioria das pessoas só joga bilhar e "snooker" apostado. Os dois maiores jogadores de bilhar de Aracaju são Virgílio e Maninho, o primeiro não é sergipano, o segundo nasceu e se criou na capital sergipana. Quando os dois estão jogando, pára tudo, todos correm para vê-los. Nenhum é melhor do que o outro, é "pau-a-pau", eles se revezam nas vitórias e nas derrotas....".

Já Murillo Melins informa:

"Nas décadas de quarenta e cinquenta, o jogo de salão mais procurado pelos rapazes e senhores da cidade era o "snooker". Diversos salões estavam espalhados por todos os bairros, mas os melhores e mais bem frequentados estavam na rua João Pessoa, tais como: O Salão de Zé do Sol, Salão Moderno, Record e Ponto Exato".

E continua:

" Nos bilhares de três bolas, destacaram-se: Praxedes, Fernando Lemos, Virgílio e Paulo Lemos, que, quando se defrontavam no salão de Zé do Sol, este se enchia para assistir as belas carambolas. Suas tacadas demoravam horas".

Fontes:

FIGUEIREDO, Ariosvaldo. Eu vivi, confesso:(memórias). Aracaju: J.Andrade, 2006.

MELINS, Murillo. Aracaju romântica que vi e vivi. Aracaju:Unit, 2007. 3.ed.

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