sexta-feira, 14 de maio de 2010

PADRE PEDRO: UM EXEMPLO DE DEDICAÇÃO AO PRÓXIMO


Padre Pedro.
Jornal Gazeta de Sergipe nr. 8.692 - 31.10.1987.


Pelas ruas de Aracaju, andava bem ligeiro, um homem bom. Era Padre e vestia uma inconfundível batina preta. Era Padre Pedro, um exemplo de amor ao próximo. Quem o conheceu sabe bem o que estou falando.
Pedro Alves de Oliveira, Padre Pedro, nasceu na cidade de Riachão do Dantas no dia 03 de julho de 1904. Foram dez irmãos, mas só cinco vingaram. Dentre eles o Pintor J. Inácio.
Chegou a morar nas cidades de Estância e São Cristóvão ainda pequeno. De uma família Católica, rezava todos os dias com a sua mãe, que era devota de Nossa Senhora. Quando mudou para Aracaju, morando na rua Capela, chegou a ser Sacristão da Catedral onde tocava o sino e ajudava na Missa. Nesta época, o responsável pela Catedral era o Cônego Sarapião Machado, que foi uma figura importante para a entrada de Pedro rumo ao Seminário. A Mãe de Pedro tinha um sonho de ver um filho se tornar Padre. Já no Seminário, sendo um bom aluno, passou a ensinar Português, Francês e Latim no próprio Seminário. No dia 8 de dezembro de 1928, dia de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Aracaju, Pedro Alves de Oliveira foi ordenado Padre.
Como Padre, foi vigário nas cidades de Propriá, Rosário do Catete, Maruim, Santo Amaro das Brotas, Tobias Barreto e Arauá. No Hospital Santa Izabel, onde foi Capelão por mais de 40 anos, as suas visitas eram diárias. Ele conversava com os doentes e os seus familiares. Pelas ruas de Aracaju ele conversava e dava conforto espititual aos mendigos. Todos os dias ele saía pelas ruas de Aracaju, a pé, a distribuir pão para os necessitados. Não aceitava carona de ninguém. Ele vivia na prática o Mandamento da Lei de Deus: "Amar ao próximo como a ti mesmo".
Também foi Professor, lecionando na Escola Normal, no Colégio Tobias Barreto, no Atheneu e no Seminário.
As suas missas eram rápidas, com sermões curtos. Assisti muitas na Igreja Nossa Senhora do Rosário. Lembro-me que, antes do início da Missa, havia a confissão com o Padre Pedro. Antes de confessar ele fazia algumas perguntas sobre religião.


Infelizmente Padre Pedro não está mais entre nós, mas com certeza ele foi e sempre será um exemplo para todos.


José de Oliveira B. Filho.

9 comentários:

Dedinha Ramos disse...

Eu lembro de Pe. Pedro, caminhando sempre com uma sacola nas mãos, andava mesmo muito ligeiro, sempre confortando os mais necessitados. Um grande homem.

Carla Reis disse...

Caro Professor, parabenizo-te pela iniciativa de restaurar a nossa história.
Sou estudante de História/UFS e estou desenvolvendo um tabalho sobre Aracaju nas décadas de 1910-1930, interessei-me por sua monografia, onde posso encontrá-la? Meu email é: carlareisufs@gmail.com, caso possa me fornecer ou trocarmos informações ficarei muito grata!
Att.
Carla Reis

Anônimo disse...

graças a Deus eu ainda alcancei PP nas ruas...

Anônimo disse...

Padre Pedro, muito vezes minha mãe falou do bondoso Padre Pedro, todos os dias visitava os doentes do Hospital Santa Izabel, Eu porém já encontre varias vezes nas rua de Aracaju ele com sua batina desbotado do sol ardente que ele enfrentava para da comida a quem tinha fome.O Homem de todos os Século

Leviathan disse...

Nossa fico feliz de encontra alguem que se enterece por nosa história, meu blog ta no msm caminho que o seu, HERÓIS DO BRASIL.

www.vodizer.blogspot.com

Anônimo disse...

Ñ cheguei a conhece-lo,O Pe. Pedro era primo do meu pai.
Bom saber q ele sempre ajudava os necessitados.

Hugo disse...

Nunca esquecerei uma vez que o vi, mais ou menos as 19:00, descendo de uma canoa tó-tó-tó (perto do Iate Clube), com a tradicional sacola na mão. Sempre admirei o padre Pedro e seu irmão, o pintor J. Inácio.

Juraci Santos disse...

Certa vez confessei-me com ele, na ocasião ensinou-me uma oração que, 43 anos depois ainda rezo todas as manhãs. Sou muito agradecido a ele, homem generoso, misericordioso e com certeza amigo de Cristo e de Nossa Senhora.

Anônimo disse...

Eu era menino e sempre vi ele andando pelas ruas do centro rápido como era característica dele, me sinto feliz em ter conhecido esse Santo de Deus.