sexta-feira, 25 de maio de 2012

FÁBRICA DE BALAS LILIAN



Foto: Carreta transportando o maquinário da Fábrica quando do seu fechamento.
Jornal Gazeta de Sergipe nr. 8.041 - Agosto de 1985.





A Fábrica de balas Lilian funcionou por 39 anos na Rua Santa Rosa nº 161. Durante esse período foi a única Fábrica de balas com tecnologia desenvolvida, no Estado de Sergipe.  O início deu-se com a fabricação caseira, através do seu fundador o Sr. Leovegildo Correia, que distribuía as balas lá produzidas por todo o Estado de Sergipe, passando muitas vezes por estradas sem as mínimas condições de tráfego.
Segundo noticiado em jornais, a Fábrica Lilian fechou as portas em 1985, não por falta de bom faturamento, e sim por falta de nenhum filho do Sr. Leovegildo poder assumir o negócio. à época do fechamento a Fábrica contava com 14 funcionários e como parte do patrimônio 02 máquinas embrulhadeiras “EU” importadas da Alemanha. Todo o maquinário, avaliado em Cr$ 400.000,00 (quatrocentos milhões de cruzeiros) foi vendido para a Cooperativa Tritícola de Getúlio Vargas-RS, que contava com mais de 800 funcionários e operava com gêneros alimentícios como lingüiça, salame e doces.
Durante os 39 anos de existência a Fábrica Lilian recebeu visitas de muitos estudantes que gostavam de observar a máquina de embrulhar balas funcionando. Nas festas de fim de ano e de Cosme e Damião os proprietários da Fábrica sempre doavam balas, contribuindo assim para a alegria de muitas pessoas.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

OLHANDO ARACAJU

Aracaju está completando uma centena e meia de anos de existência. Sendo assim, nada mais natural do que, os que vivem do ofício de pensar, escarafunchem os arquivos, abram as gavetas do tempo, descobrindo histórias e linguagem, códigos e valores do aracajuanos de épocas passadas.
Todavia, ao lado da busca e eleição das fontes, é necessário frisar que a cidade Aracaju - ela própria "arquivo" da história - é há um tempo, o fato histórico e o próprio documento da sua existência pretérita.
Pensar não basta. Olhar é preciso. Olhar Aracaju é prestar atenção nas transformações da cidade, é pensar a realidade da vida real da sua gente. Olhar Aracaju como um triunfo sobre o manguezal, é não esquecer do duelo homem-natureza e do impacto dos fatores naturais tão poderosos no passado e que hoje, chegam a ser desprezíveis. Olhar Aracaju, é buscar a história da cidade refletida nas marcas antigas que a cada dia menos se vê. Olhar Aracaju é reconstruir no imaginário, "o Plano do Engenheiro Pirro" procurando encontrar o "marco zero" de uma cidade que, sem ter sido cidade, e sim, povoação, ganhou a condição de capital em 17 de março de 1855.
No mínimo inusitado, pensar numa "praia inóspita" sediando uma capital. Provido dos encantos da natureza, o lugar provocou desconforto e desolação "Àqueles que são forçados a habitarem no Aracaju" para usar a expressão dos higienistas da época.
O tempo passou. Fluiu. Gerações e gerações de aracajuanos acolheram e reproduziram informações sobre a "povoação do Aracaju". Como não poderia ser de outra forma, fixaram-nas de tal maneira que, quem fala de suas origens, fala de apicuns, mangues, brejos, pântanos, charcos, córregos e ribeiras, morros e florestas, dunas de areias, catingas, etc. Ainda que Aracaju fosse "uma povoação de feição urbana indefinida", formada por "praias inóspitas, esquecidas ou menosprezadas, onde só houvesse sizocas ou de palha" não significa como alguns interpretam, o começo de uma história da estaca zero. Tampouco era habitada só por pescadores, oleiros, sitiantes, entre outros. Enfim, gente humilde.
Pois bem: no transcurso deste sesquicentenário, o desafio posto é deslindar o processo de apropriação social do espaço, conhecer o ser e o fazer da população do povoado de Aracaju anos e anos anteriores à capitalidade.
Isto posto cabe enfatizar: o 17 de março, efeméride símbolo, serve para os aracajuanos lembrarem-se de se lembrar do fundador Inácio Barbosa, de Aracaju e de beleza para analisar a evolução da vida da cidade.
Parabéns Aracaju!

Maria Nely Santos - Professora e Escritora.

Especial 150 anos.

Texto extraído da Revista Aracaju Magazine Ano VIII Nº 112 - Março/2005.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL







FELIZ NATAL E UM ANO NOVO COM SAÚDE, PAZ E PROSPERIDADE.


Foto: Igreja de Santo Antônio
José de Oliveira B. Filho.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO - PADROEIRA DE ARACAJU



O Dogma da Imaculada Conceição foi definido pelo Papa Pio IX em 8 de dezembro de 1854, pela Bula Ineffabilis Deus.


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PHARMÁCIAS DE ARACAJU


Anúncio Pharmacia Britto.
BARRETO, Armando. Cadastro industrial, comercial e informativo de Sergipe - 1933.





Anúncio Pharmacia Esperança.
BARRETO, Armando. Cadastro industrial, comercial e informativo de Sergipe - 1933.




Anúncio Pharmacia Popular.
BARRETO, Armando. Cadastro industrial, comercial e informativo de Sergipe - 1933.




Anúncio Farmácia Sergipe.
BARRETO, Armando. Cadastro industrial, comercial e informativo de Sergipe - 1953.




Anúncio Pharmacia Isis.
BARRETO, Armando. Cadastro industrial, comercial e informativo de Sergipe - 1938.





Anúncio Grande Pharmacia Brasileira.
BARRETO, Armando. Cadastro industrial, comercial e informativo de Sergipe - 1938.





Anúncio Pharmacia Brasileira - Rua Laranjeiras.
Revista A Novidade Ano II nr. 06 - 1937.





Anúncio Pharmacia Humanitaria - Rua Laranjeiras.
Revista de Sergipe nr. 8 - 1929.





Anúncio Pharmacia Universal - Rua Laranjeiras.
Revista de sergipe nr. 11 - Março de 1929.





Pharmacia UNIVERSAL - Rua Laranjeiras.
www.iaracaju.infonet.com.br/osmario.





Pharmácia BRITTO - Rua João Pessoa.
BARRETO, Armando. Cadastro industrial, comercial e informativo de Sergipe - 1933.





Anúncio Pharmácia Universal.
Jornal Correio de Aracaju - 23/01/1928.



Relação de Farmácias:

CONFIANÇA - A. Leite Ltda. - Rua João Pessoa, 91.
CONFIANÇA (Filial) - Avenida Pedro Calazans.
UNIVERSAL - Hormindo Menezes - Rua Laranjeiras, 37.
HUMANITÁRIA - Helvécio Maia - Rua Laranjeiras, 79.
DOS POBRES - Rosendo de Souza Britto - Mercado Modelo - Rua João Pessoa.
OPERÁRIA - Antonio Rezende Santiago - Rua do Bomfim, 143.
SERGIPE - Abelardo Pinho - Rua João Pessoa.
ORIENTE - Rodolpho Muniz Barretto - Rua Laranjeiras, 82.
CENTRAL - Anatolio Souza - Rua Laranjeiras, 86.
POPULAR - Theodomiro Andrade - Rua Laranjeiras, 33.
POPULAR (Filial) - Rua João Pessoa esquina com a Rua de Santa Rosa.
GALENO - Vianna & Cia. - Rua João Pessoa.
ESPERANÇA - José Vieira Lima - Avenida Simeão Sobral, 39.
BRITTO - José Nabuco Couto - Rua João Pessoa.
HOMEOPHATICA - Pharmaceutico Dr. Helvecio Andrade - Rua São Cristóvão, 82.
LEALDADE - Francisco Almeida Barretto - Rua Laranjeiras.
INDUSTRIAL - Frederico Gois & Cia. - Rua João Pessoa, 65.
BRASILEIRA - João D. Teixeira - Rua Laranjeiras, 135.
ISIS - Vasconcellos & Cia. Ltda. - Rua Laranjeiras, 101.

Fonte: BARRETO, Armando. Cadastro industrial, comercial e informativo de Sergipe, 1933/1938/1953.

domingo, 20 de novembro de 2011

BATUTAS SERGIPANOS

Fonte: Almanack de Sergipe nr. 05 - 1934.


Esta foto foi uma homenagem dos Batutas Sergipanos ao exímio violinista alagoano Manoel Lima, mais conhecido por Ceguinho de Pão de Açúcar, por ocasião do festival realizado na noite do dia 22 de setembro de 1933 no Cassino Rio Branco.
Em pé, da esquerda para a direita: João Prado, José de Albuquerque Feijó (banjista), Sales de Campos, orador do grupo, Tenente Amynthas Barretto (barítono), J. Campos Morais, Prof. Vicente Ferreira e Deucaleão Guimarães. Sentados, na mesma ordem: João dos Santos, (Zão de Cula, afamado violinista), maestro Ceciliano Cruz, Manoel Lima (homenageado), maestro Domício Fraga e João Motta.

Texto baseado em: Almanack de Sergipe nr. 05 - 1934.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O PT DE OUTRORA

Foto: Jornal Gazeta de Sergipe nr. 7.141 - 29/07/1982.


Em 1982 integrantes do PT - Partido dos Trabalhadores - em Sergipe, instalaram uma banca no Calçadão da Rua João Pessoa, ao lado da Igreja São Salvador, para vender livros, discos e outros objetos, com o intuito de angariar fundos para a Campanha Eleitoral.
Este era o PT de luta. Bons tempos......